O documentário retrata a realidade de Vaca Muerta, na bacia de Neuquén, na Argentina, onde comunidades enfrentam contaminação, tremores de terra e interferência em seus territórios — como ocorre com o povo indígena Mapuche — em decorrência da exploração de gás e petróleo por fracking (também conhecido como fraturamento hidráulico), técnica que injeta grandes volumes de água, areia e produtos químicos para fraturar a rocha e liberar o combustível.
O primeiro documentário mostra a geógrafa Larissa Bombardi em uma investigação urgente sobre o colonialismo químico que conecta o agronegócio brasileiro às decisões políticas da Europa. É um chamado para a ação por soberania alimentar, justiça ambiental e um futuro livre de venenos (agrotóxicos). O segundo curta é sobre o povo Khĩsêdjê, que cercado pelo agronegócio enfrenta a ameaça dos agrotóxicos e o dilema: permanecer no território e arriscar a saúde da comunidade ou abandonar a aldeia ancestral.
Uma roda de conversa sobre como a transparência e o acesso à informação podem ser ferramentas poderosas para a participação nas decisões climáticas e para revelar abusos que impactam o clima.